As alterações climáticas, o aumento constante do nível do mar e os desastres naturais cada vez mais intensos nos colocam frente a uma necessidade: Inovar de forma sustentável e ecológica. Pensando nisso, o arquiteto francês Jacques Rougerie, resolveu criar uma cidade flutuante.

O que antes parecia impossível ou inimaginável, vem ganhando força e ficando a cada dia mais próximo de se tornar realidade. O projeto, chamado City of Mériens, poderia muito bem ser descrito como um gigante navio cruzeiro. Isso se não fosse, é claro, um pequeno detalhe: o design baseado em uma raia manta.

Segundo o arquiteto francês, que projetou toda a estrutura, o formato não é uma simples questão de estética. Graças a ela, a City of Mériens pode abrigar em torno de 7 mil pessoas e ainda ser bastante resistente às intempéries do alto-mar.

Jacques Rougerie vislumbra uma cidade flutuante em forma de uma Raia Manta que seria totalmente auto-sustentável. (Divulgação / Jacques Rougerie)

Para você ter uma ideia em comparação ao Oasis of the Seas, que atualmente é o maior navio cruzeiro do mundo, ele consegue carregar 6,5 mil passageiros por viagem. Se lançada, a cidade-flutuante seria maior não somente na capacidade de pessoas, mas também em toda estrutura: são 900 metros de comprimento e 500 metros de largura. Além disso, a City of Mériens tem 60 metros de altura acima da água – e outros 120 metros sob a superfície. Um verdadeiro “Municípios nos Mares”.

 

Auto-suficiente e ecológica: as maiores vantagens

Obviamente, um projeto tão grandioso normalmente exigiria um enorme gasto de combustível e outros recursos. Mas Rougerie tem como objetivo fazer com que sua cidade não apenas seja totalmente sustentável e autônoma, como também não produzir qualquer desperdício.

Para ter energia renovável, a City of Mériens vai contar com a energia marinha; como isso funcionaria, ainda é um mistério. Especulando, podemos colocar a força das marés como fonte energética ou até mesmo, a própria luz solar que já é muito utilizada para tal.

Jacques Rougerie vislumbra uma cidade flutuante em forma de uma Raia Manta que seria totalmente auto-sustentável. (Divulgação / Jacques Rougerie)

A ideia do arquiteto e apaixonado pelo mar, é que a cidade-flutuante seja inicialmente um gigantesco centro de pesquisa marinha, abrigando pesquisadores e cientistas de todo o mundo, para que avanços na área aconteçam e possam viabilizar novos projetos como este, transformando nossa forma de viver e respondendo a antiga pergunta “Para onde nós vamos?”. E que talvez está resposta seja tão simples quanto imaginávamos: “Nós iremos para o mar”.

Outro ponto interessante da City of Mériens é que a mesma teria uma “lagoa fechada”, o que permitiria atracar diversas embarcações para que as pessoas possam se locomover para fora da cidade-flutuante e também realizar pesquisas oceanográficas, entre outros propósitos.

Jacques Rougerie vislumbra uma cidade flutuante em forma de uma Raia Manta que seria totalmente auto-sustentável. (Divulgação / Jacques Rougerie)

 

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O futuro depende da nossa atitude

Tudo isso definitivamente pode parecer no mínimo, um projeto incrivelmente ambicioso. Mas como falamos no início da matéria: a cidade-flutuante está próxima de se tornar realidade. O primeiro já foi dado: a criação do projeto. O segundo passo necessário seria o investimento financeiro para executar aquele que seria o maior avanço do século.

Com um orçamento estimado em 50 milhões de dólares (ou cerca de 200 milhões reais, aproximadamente), a construção da cidade-flutuante talvez fique um pouco mais difícil devido ao risco envolvido.

Mas para inovar, precisamos arriscar, isto é um fato.

Se você é a favor ou não do projeto, emita sua opinião em nossos comentários, para entendermos o que todos pensam e claro, possamos juntos discutir soluções sustentáveis e ecológicas para o futuro do nosso planeta.

Via: Daily Mail

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